Porto Seguro inaugura biblioteca em casarão histórico

Funcionários também ganham Espaço de Qualidade de Vida no mesmo local, na Rua Guaianases, Centro de São Paulo. Este projeto contribui para a revitalização da região.

Dando continuidade a ações que visam conservação patrimonial e revitalização do centro de São Paulo, desde maio a Porto Seguro conta com um novo espaço de cultura, lazer e qualidade de vida para funcionários que trabalham no Complexo Matriz da Corporação. Em um casarão histórico e tombado da Rua Guaianases estão localizados o Espaço de Qualidade de Vida e a Biblioteca Porto Seguro, com 5.600 títulos disponíveis entre livros, periódicos, CDs e DVDs.

O casarão abriga ainda espaço de convivência, bazar permanente (com produtos em oferta e também artesanato produzido por artesãos da comunidade) e serve de ponto de encontro para caronas e afins. A partir do segundo semestre, o casarão proporcionará outras atividades, como ioga, coral, entre outros, para atender às necessidades dos cerca de 5 mil funcionários que trabalham na região.

A Porto Seguro já restaurou outros casarões históricos que estão localizados no bairro de Campos Elísios, próximos de sua sede, como o que pertenceu ao presidente da província de São Paulo, Dino Bueno, um dos primeiros erguidos na região no início do século XX, e outro na esquina das ruas Guaianases e Nothmann.

História

O casarão que abriga a biblioteca e que está localizado no número 1239 da Rua dos Guaianases, ou somente Guaianases, fazia parte da antiga Chácara do Carvalho - local que hoje vai da Praça Marechal Deodoro e R. das Palmeiras até a linha férrea da Barra Funda. Pertencia ao Barão de Iguape e foi herdada em 1875 pelo seu neto, Conselheiro Antônio da Silva Prado, prefeito da cidade de 1899 a 1910.

Até o fim do século XIX, esta região era dividida em chácaras de famílias abastadas de São Paulo. Embora Campos Elísios seja considerado o bairro da elite cafeeira e das grandes propriedades, o seu planejamento teve lotes de todos os tamanhos, abrigando de palacetes a pequenas residências.

Pelo menos até 1908 o terreno manteve-se sem construção. É de fevereiro de 1939 o primeiro registro legal da casa já edificada. Posteriormente, o imóvel teve outros proprietários, até que em 1968 Ubaldo Conrado Augusto Wessel adquiriu-o do espólio de Alice Martins de Almeida Pannain. Este foi o último proprietário do casarão antes deste ser adquirido pela Porto Seguro.

Fonte: Porto Seguro

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