Brasil é destaque entre resseguradoras

Fonte Plena Corretora de Seguros

O Brasil está no topo da lista entre os países para receber investimentos de resseguradores. A afirmação foi feita por Patrick Thiele, presidente e CEO da PartnerRe. Esta é a terceira vez que o americano vem ao Brasil para negociar a entrada do grupo no País.

Desta vez, sua visita foi para participar do coquetel de lançamento da operação brasileira, realizado no Hotel Renaissance, em São Paulo, que contou com a presença dos principais executivos do setor.

A PartnerRe se une à comunidade de resseguradores do mercado brasileiro, que já conta com mais de 20 resseguradores autorizados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) para disputar aproximadamente US$ 4 bilhões em prêmios de subscrição. Até o final do ano, Armando Vergílio, titular da SUSEP, estima ter 40 empresas estrangeiras autorizadas a operar no Brasil.

Nesta semana, um grupo de executivos da indústria de seguros brasileiro tem encontros em Londres com seguradoras e resseguradoras. O objetivo é mostrar como está a abertura do resseguro no Brasil e buscar oportunidades de negócios.

João Elisio Ferraz de Campos, presidente da confederação do setor, e Joaquim Levy, secretário de Finanças do Rio de Janeiro fazem parte da comitiva. Em julho, uma outra comitiva visitou Japão, Coréia do Sul e Taiwan com o mesmo objetivo.

Ressegurador admitido
Segundo o CEO da PartnerRe, a decisão do grupo em investir no Brasil, inicialmente os US$ 5 milhões exigidos pela regulamentação de ressegurador admitido, foi tomada imediatamente após a divulgação das normas de abertura do setor de resseguro. Entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China), o Brasil é o que tem o maior potencial no prazo de cinco anos, acrescenta. Segundo o executivo que lidera uma das maiores resseguradoras do mundo, obviamente a China é um mercado potencial para os próximos dez ou 15 anos. A Rússia e a Índia ainda apresentam regulamentações restritivas, que inibem investimentos estrangeiros.

Já o Brasil tem grande potencial, pois os preços ainda estão adequados comparados com a cobertura, situação que não acontece em vários mercados, diz. O monopólio também inibiu o lançamento de produtos, de serviços e trouxe morosidade ao atendimento. A inversão deste cenário, segundo ele, deverá ampliar a compra de resseguro por parte dos consumidores e das seguradoras.
Segundo Costas Miranthis, CEO PartnerRe Global, o Brasil está na contramão do mundo, onde as perdas com catástrofes e com ativos financeiros em conseqüência da volatilidade dos mercados acionários têm corroído o ganho das empresas mundiais. No Brasil não há registros de catástrofes e temos acompanhado o crescimento da economia.

Thiele diz que o Brasil é considerado um mercado rentável no mundo de resseguros e também muito promissor, pois apresenta riscos de grandes valores, como a construção de uma usina, e que precisam ser pulverizados no mundo. É um mercado muito rentável e com potencial, afirma o CEO da PartnerRe, resseguradora que mantém negócios no País há alguns anos por meio do IRB Brasil RE, que detinha o monopólio até abril deste ano.

Ainda é cedo para dizer se o escritório local, instalado em São Paulo, comandará as operações do grupo na América Latina. Mas com certeza será a maior operação em razão do desenvolvimento do País, com tantas demandas em infra-estrutura, agronegócios, energia e até mesmo o segmento de vida deverá apresentar forte desenvolvimento, diz Miranthis. Na região o grupo está presente com oficinas em Chile e no México.

Operações brasileiras
Alvaro Madroñero, diretor comercial, e David Preti, diretor operacional, serão os responsáveis pela operação brasileira. A PartnerRe vai disponibilizar aos clientes brasileiros capital, produtos diferenciados e serviços sofisticados, diz.

Mundialmente, a PartnerRe, com sede nas Bermudas, registrou prêmios de US$ 2,4 bilhões no primeiro semestre deste ano. O lucro chegou a US$ 103 milhões e o lucro operacional a US$ 294 milhões no período. O índice combinado ficou em 89%. A PartnerRe tem capital total de US$ 5,3 bilhões.

Fonte: Gazeta Mercantil

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