Planos privados financiam os sonhos dos mais jovens

Muitos brasileiros ainda associam plano de previdência somente à aposentadoria. Há uns seis anos, a vinculação podia fazer sentido. Hoje, não. Os profissionais de grandes empresas de previdência afirmam que o público mais jovem já enxerga previdência como poupança de longo prazo, na qual os recursos podem ter outro destino, como a compra de um carro, viagens, compra de equipamentos no início da atividade profissional, abertura do próprio negócio ou ser usada como um benefício adicional para o pagamento do plano de saúde na fase de descanso. A vantagem nesse tipo de produto é a menor alíquota de Imposto de Renda (IR), que pode chegar a 10% sobre os rendimentos, desde que o prazo de acumulação seja superior a 10 anos.

Segundo o superintendente de produtos de previdência privada da SulAmérica, Gustavo Brandão, o perfil etário daqueles que adquiriam planos de previdência no ano 2000 ficava, em média, em 40 anos. Atualmente, está na faixa dos 34.

A redução da idade também foi notada pelo gerente de produtos de previdência da Icatu Hartford, Luis Martinez. Hoje, ele separa os titulares dos planos em três categorias. Um terço dos clientes estão na “fase inicial” (21 a 35 anos). São aqueles que poupam mais para conquistar a estabilidade profissional. Nessa faixa de idade, concentram-se os jovens investidores que aplicam em fundos de previdência multimercados (com parte das aplicações em renda fixa e em renda variável).

Outro terço de clientes da Icatu é chamada por Martinez de “maduros“. Nesse grupo, já houve a consolidação da carreira. Então, os recursos poupados na previdência, ao longo dos anos, podem ter como alvo as viagens ou algum outro sonho. Nessa fase, também podem ser iniciados os planos para os filhos.

A última faixa de clientes é composta pelos “realizados“, que já conquistaram a carreira. A preocupação é ter saúde para desfrutar o patrimônio acumulado. Cada um dos grupos têm necessidades específicas, por isso, a previdência privada não é voltada apenas à aposentadoria. Trata-se de complemento de renda.

O diretor-executivo da Bradesco Vida e Previdência, Lucio Flávio Conduru de Oliveira, também observa a redução da faixa de idade entre os que adquirem planos de previdência. Na Bradesco Vida, do total de clientes, 60% apresentam de 26 a 45 anos. A idade média é de 35 anos.

Foi aos 35 anos, em 2000, que a juíza federal Márcia Hoffmann do Amaral e Silva Turri, junto com o marido, Luis Francisco, decidiram fazer plano de previdência para o casal e para a primeira filha que acabara de nascer naquela época.

Com o nascimento da Fernanda, a preocupação com proteção aumentou. Vejo a poupança de longo prazo na previdência privada como uma contingência, ou seja, mais uma fonte de renda para alguma necessidade no futuro, diz Márcia.

Daquela época até hoje, passaram oito anos de contribuição contínua do casal e da primeira filha, Fernanda, também de oito anos. A segunda filha, Ana Luísa, com cinco anos também tem seu plano de previdência desde que nasceu.

No dia-a-dia, o trabalho de Márcia é julgar discussões relacionadas à previdência social. No Brasil, cada vez mais, a população dependente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tende a aumentar. As mudanças vão continuar na previdência social para mantê-la como um modelo de política social. Por isso, os benefícios têm diminuído. Busco alternativas para manter o padrão de vida da minha família no futuro, diz Márcia que se aposentará com 55 anos.

A juíza teve a sorte de entrar na carreira pública na fase em que era permitida a aposentadoria com salário integral. Mas, os colegas dela, que estão entrando no funcionalismo público, se aposentarão pelo teto do INSS, afirma.

A observação da juíza Márcia é compartilhada por metade dos brasileiros ouvidos na quarta pesquisa do Grupo HSBC, divulgada em um relatório, chamado “O Futuro da Aposentadoria“. Foram ouvidas 21 mil pessoas, divididas entre ativas (de 40 a 59 anos) e aposentadas (de 60 a 79 anos). No Brasil, 1 mil pessoas foram entrevistadas, entre homens (47%) e mulheres (53%).

Entre os brasileiros, apenas 50% dos entrevistados, tanto ativos como aposentados, concordaram que os governos devem arcar com a maior parte dos custos financeiros do sustento deles na aposentadoria. Na mesma pesquisa, 33% dos brasileiros entrevistados afirmaram que o governo deveria exigir poupança adicional para sustentar a população que envelhece. Outros 31%, optaram pelo aumento da idade de aposentadoria, 24% dos entrevistados avaliaram que o ideal seria aumentar os impostos. Outros 7%, acharam que o melhor seria a redução dos benefícios e pensões. Apenas 5% dos ouvidos não souberam qual seria a melhor medida.

O diretor-executivo da Bradesco Vida tem observado, nos últimos seis anos, que a mulher tem peso decisivo na hora da aquisição do plano de previdência para a família. Além do poder de decisão, a participação delas vem aumentando. Na Bradesco Vida, do total de clientes, 58% são homens. O percentual restante é composto pelo público feminino.

Apesar dos homens predominarem, a participação delas tem se elevado rapidamente. Passou de 37% em 2001 para 42% em 2008. Do total, 52% das mulheres optam pelo sistema de alíquota regressiva.

A SulAmérica também mediu a evolução das mulheres ao longo dos oito anos. Em 2000, 60% dos contratantes de planos eram homens. Hoje, eles correspondem a 56% e as mulheres, 44%. A participação delas foi subindo ao longo do período, afirma Brandão.

Para aumentar a proteção da família, a SulAmérica passou a oferecer coberturas adicionais de riscos acessórios junto aos planos de previdência. Como, por exemplo, a renda por invalidez, no valor de R$ 21,94, para o titular do plano de previdência receber R$ 1 mil no caso de algum acidente. Há ainda a cobertura de pecúlio, na qual o beneficiário recebe, de uma única vez, R$ 125 mil no caso de falecimento do titular. Mas é necessário que o plano de previdência tenha sido contratado junto com a cobertura de pecúlio no valor de R$ 10,00, por exemplo.

Educação, saúde e segurança são listadas como as principais preocupações da mãe em relação aos filhos. Não é à toa que os planos para menores, cada vez mais, registram aumento de arrecadação em relação ao total dos planos de previdência no mercado. É um dos que mais cresce. A maioria dos pais, ao fazer o plano para o filho, opta pelo VGBL no regime de alíquotas regressivas. O investimento feito desde o nascimento da criança até os 20 anos dela, terá a incidência da alíquota de 10% de IR, a menor do mercado.

Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), com 89 companhias de planos de previdência privada e apólices de vida, mostra que a aquisição de planos para menores cresceu 32,8%, de janeiro a abril deste ano. No período, as contribuições alcançaram R$ 582 milhões, em comparação aos R$ 438 milhões, no quadrimestre de 2007.

Na Brasil prev, em 1998, os planos de previdência para menores correspondiam a 35% do total de planos. Em 2008, o percentual pulou para 43%. A contribuição média (tíquete) está em torno de R$ 250,00. Mas, há planos com tíquete a partir de R$ 25,00. E, desde março último, foi lançado ao varejo os fundos de previdência que, ao longo do tempo, ajustam o percentual de aplicação em renda variável e em renda fixa, conforme a idade do titular do plano. É uma espécie de “piloto automático” para deixar os jovens com mais de 10, 20 ou 30 anos de poupança despreocupados no momento da redução de exposição às ações com o aumento da idade.

Luiz Martinez, da Icatu Hartford, diz que os planos de previdência são flexíveis ao orçamento da família. A família pode parar a aplicação em determinados meses, aumentar o valor ou diminuir. Há planos com tíquete mínimo de R$ 50,00, com taxa de administração de 1% a 3%.

Fonte: Valor Econômico

Garanta já o seu futuro, contribuindo para uma Previdência Privada! Procure a Fonte Plena e esteja REALMENTE seguro. Com parcelas a partir de R$ 50,00 ao mês você garante o seu futuro e o de sua família. Tenha uma Previdência Privada garantida pelas melhores companhias do mercado, entre em contato! Se não puder mandar o email agora, mande um comentário nesta notícia solicitando mais informações que responderemos para o seu email cadastrado.

Ficar “sempre” informado só aqui, na Fonte Plena. Comente as notícias com suas opiniões, sugestões e críticas, já que o diálogo é o melhor caminho para o enriquecimento das idéias (clique em ENVIAR COMENTÁRIO abaixo desta notícia). Sua opinião é muito importante para outros leitores, assim como você e eu… então… comente sempre!

Enviar por e-mail. Hits para esta publicação: 100.

Deixe um Comentário